O Curso

Dividido em quatro áreas de formação (aulas, atividades, práticas e orientação) o Projeto VOCACIONADOS busca proporcionar uma base missiológica, teológica e prática para que os interessados no trabalho missionário empreguem no Reino de Deus toda a sua disposição e disponibilidade, enfatizando a importância da missão integral para a proclamação do Evangelho de Cristo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Um dia na Casa de Recuperação – Parte 3

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Estudo sobre a Jornada de Abraão

Desbravando fronteiras

O Senhor mandou que Abraão saísse da sua terra, da sua parentela e da casa do seu pai

(Gn 12.1).

Para cumprir essa chamada na vida de Abraão eram necessários:

* Ultrapassar suas fronteiras indo além dos limites conhecidos em busca da promessa divina;

* Coragem;

* Renuncia ou desprendimento;

* confiança em Deus;

* não se preocupar com que os outros fossem pensar;

* vencer o comodismo;

* Fé;

A peregrinação de Abraão, além ser um deslocamento geográfico, era também uma senda espiritual. Ele foi da Mesopotâmia até a terra prometida, e ali percorreu várias cidades. Vejamos seu itinerário desde o início: Ur dos Caldeus (Gn 11.31); Harã (Gn 11.31); Canaã (12.5); Na terra de Canaã, Abraão habitou em Siquém (12.6) e depois entre Betel e Ai (12.8); desceu ao Egito (12.10) e voltou, passando pelo Neguebe (13.1). Novamente em Canaã, estabeleceu-se entre Betel e Ai (13.3-4); Depois habitou em Hebrom (13.18; 18.1); no Neguebe, entre Cades e Sur (20.1); e em Gerar (20.1 a 21.34); Depois de ter ido ao monte Moriá (22), passou a morar em Berseba (22.19) e novamente no Neguebe (24.62).
Assim como Deus mandou que ele saísse de Ur, novas ordens foram dadas para que Abraão avançasse, mesmo quando ele parecia querer parar.

Disse Deus: “Levanta-te, percorre esta terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a darei a ti.” (Gn 13.17).

No início da sua peregrinação, ele saiu de Ur e foi até Harã. Ali ficou morando até a morte do pai (At 7.4). Sair de Ur foi um progresso, mas Harã não era o destino final. Ainda que estivesse perto da terra prometida, ainda vivia no território babilônico. Não adianta estar perto de cumprir o propósito de Deus. Precisamos cumpri-lo de fato.

Abraão saiu sem saber para onde ia (Hb 11.8). Portanto, sua dependência de Deus era fator fundamental em sua vida. Durante sua trajetória, Abraão edificava altares, orava invocando o nome do Senhor, era respondido, recebia instruções, obedecia ordens, enfrentava novos desafios e tinha novas experiências. Esta é a normalidade da vida dos servos de Deus.

Para saber qual seria o próximo passo, Abraão precisava estar sempre sintonizado com o Senhor. Ele jamais poderia andar sozinho. Não poderia planejar seu próprio caminho, embora tenha feito isso quando desceu ao Egito. Deus nos quer sempre dependentes dele. Dependência cria vínculos, como acontece entre pais e filhos. Por isso, Abrão se tornou amigo de Deus (Tg 2.23).

Ampliando visão para receber o melhor de  Deus

Quando Abraão saiu de Ur dos Caldeus, ele possuía um conhecimento bem limitado dos desígnios divinos. Conhecia a promessa da terra, mas não a terra da promessa. Não sabia o nome do lugar nem a localização. Tendo obedecido ao Senhor e caminhado muito, descobriu que se tratava de Canaã. Entretanto, ainda não conhecia a extensão da terra. Por isso Deus mandou que ele avançasse. É como se o Senhor dissesse: “Anda, Abraão. Minha bênção é muito maior do que o que você pode enxergar de onde você está”. O patriarca foi caminhando e descobrindo quão grande era a terra prometida.

E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente. Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre.” (Gn 13.14).

Vejamos outro detalhe: Abraão sabia que Deus lhe prometera um filho, mas demorou para saber que esse filho nasceria de Sara (Gn 17.16). Precisou caminhar muito com Deus para descobrir cada aspecto do plano divino.
Abraão desejava apenas ter um filho, mas Deus logo disse que ele seria pai de uma nação (Gn 12.2). Já deve ter sido uma grande surpresa, mas ainda não era tudo. Andando com Deus, Abraão veio a saber, muito tempo depois, que seria pai de muitas nações (Gn 17.4). O conhecimento do propósito de Deus para a sua vida foi crescendo. O propósito de Deus para cada um de nós é bem maior do que aquilo que desejamos.

Erros cometidos por Abraão durante a sua peregrinação

1) Deus mandou que ele saísse da sua terra, do meio de sua parentela e da casa do seu pai. Abraão saiu levando o pai e o sobrinho Ló. Muitos querem andar com Deus, mas levam uma bagagem indevida. Levam práticas da velha vida. A primeira conseqüência é o atraso na caminhada. Abraão saiu de Ur dos Caldeus com destino a Canaã, mas parou numa cidade chamada Harã, e ali ficou morando até que o pai morresse. Só depois pôde continuar sua trajetória (At 7.4).
O fato de ter levado o sobrinho teve efeitos trágicos. Primeiro, foi a contenda entre os pastores de Abraão e Ló, de modo que tiveram que separar-se (Gn 13.7). Quando o sobrinho se vai, Deus fala novamente com Abraão (Gn 13.14). Depois, Ló foi viver em Sodoma, colocando a família para morar no meio da podridão pecaminosa (Gn 13.12). Em seguida, ocorreu uma guerra na região, Ló se tornou prisioneiro, e Abraão precisou intervir para livrá-lo (Gn 14). Deus destrói Sodoma e Gomorra, Ló precisa sair às pressas, deixando toda a sua riqueza (Gn 19). Talvez por isso, sua mulher tenha olhado para trás, tornando-se uma estátua de sal (Gn 19.26). Por último, as filhas de Ló têm relacionamento sexual com ele e geram dois filhos, dos quais surgiriam duas nações malditas: Amom e Moabe, inimigos de Israel (Gn 19.36-38).

2) Outro erro de Abraão foi descer ao Egito sem a orientação de Deus (Gn 12.10).  Ele já estava morando em Canaã, mas, por causa da fome, foi à nação vizinha.  Embora fosse a potência mundial na ocasião, aquela não era a terra prometida.  Abraão saiu do caminho determinado por Deus, como fazem aqueles que se desviam, indo buscar no mundo o suprimento de alguma necessidade ou desejo.  Desse modo, caem em armadilhas e no laço do passarinheiro. 
As conseqüências foram terríveis. Abraão ocultou o fato de Sara ser sua esposa, e Faraó mandou buscá-la para o seu harém. Vemos como é importante que o casamento seja de conhecimento público. (Nada de esquecer a aliança em casa!).
O texto não diz que Faraó tenha chegado a possuí-la, mas é possível que isto tenha acontecido, pois não seria sem razão que o rei daria a Abraão bois, ovelhas, jumentos, camelos, servos e servas (Gn 12.16).  O patriarca aumentou muito o seu patrimônio, mas nada disso seria suficiente para compensar tamanha desonra. 
Deus enviou pragas sobre a casa de Faraó, de tal modo que ele desconfiou que alguma coisa estava muito errada.  O rei tinha uma sensibilidade que hoje falta a muitas pessoas. Ele logo reconheceu o erro e mandou Sara embora, juntamente com Abraão. Atualmente, muitos artifícios e desculpas têm sido utilizados para perpetuar relacionamentos ilícitos. O pecado atrai a ira de Deus. 
Passadas essas coisas, Abraão voltou a Canaã, de onde nunca deveria ter saído.

        3) Parece que um dos presentes que Faraó deu a Abraão foi a serva Agar.  Fato é que ela era egípcia.  Deus havia prometido um filho a Abraão. Sara, sendo estéril, sugeriu que ele tivesse o filho com a escrava.  E assim foi feito.  O jugo desigual se estabeleceu e Ismael nasceu.  Aquele foi um dos piores erros de Abraão. Ismael é a iniciativa humana no sentido de ajudar Deus, como se isso fosse necessário. Quando se trata de promessa, não há o que possamos fazer. Devemos apenas esperar.  Abraão tomou a iniciativa e cometeu um grande equívoco. 
Como conseqüência, podemos citar a expulsão de Agar e Ismael da casa de Abraão (Gn 21.14), a questão da herança entre Isaque e Ismael (Gn 21.10), e a discórdia entre os seus descendentes até o dia de hoje. Ismael era o primogênito, mas Isaque recebeu as honras e os bens (Gn 25.5).
A ida ao Egito trouxe mais problemas do que se poderia imaginar.  Quem vai ao Egito traz lembranças de Faraó.  Aquele que vai ao mundo satisfazer seus desejos, pode trazer marcas indesejáveis e indeléveis para toda a vida, prejudicando os filhos e toda a família.

Por quê Ismael não poderia ser o início da grande nação prometida por Deus?  Porque ele era resultado da capacidade humana e não fruto do milagre. Deus escolheu, não apenas Abraão, mas também Sara.  Deus escolheu, não apenas um homem, mas uma família. Se o Senhor puder usar um homem, ele usará, mas se a família estiver nas mãos de Deus, será ainda melhor.  O filho da promessa nasceria de Sara, e não de uma mulher qualquer.

José Fernando, Joelma e Rebeca

apresentado  na CRCR , 21 março 2010

Um dia na Casa de Recuperação – Parte 2

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Então, almoço, descanso e começa de novo…

Teve teatro… mas na maior parte da tarde participamos de oficinas.

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crochê indiano

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salgados

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pintura e artesanato

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cestaria

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técnica vocal

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violão

ainda a oficina de cuidados com a horta…

Dai pra hora de ir embora foi rápido.

Distribuimos o lanche…

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e nos unimos para a despedida…

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sob as bençãos do diretor da Casa, Pb. Marcelo Duarte.

Contatos com a Casa:

http://www.crcrderefugio.blogspot.com/

73 3675 2698

AGORA É A SUA VEZ! COMENTE SUA EXPERIENCIA NA CRCR.

Quem é seu exemplo de vida?

Na aula EXEMPLO DE VIDA da turma 2, dia 14/03, a proposta era que os alunos apresentassem o exemplo de vida de um personagem bíblico escolhido. Eles deram conta. Veja as fotos…

AGORA É SÓ ESPERAR QUE A TURMA REVELE SEU PERSONAGEM E COMENTE-O.

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Um dia na Casa de Recuperação – Parte 1

21 de março de 2010. Esse foi o dia do nosso primeiro IMPACTO MISSIONÁRIO esse ano. Como tradicionalmente ocorre foi na CASA DE RECUPERAÇÃO CIDADE DE REFUGIO. A CRCR é um trabalho desenvolvido com pessoas do sexo masculino com dependência de drogas, alcoolismo e tabagismo e funciona a dezenove anos num sítio de nove hectares no Banco da Vitória. Sem fins lucrativos, a instituição é uma das ramificações da ABADI (Associação Beneficente Assembléia de Deus em Ilhéus) e tem por alvo reabilitação espiritual e social do indivíduo visando a sua reintegração à sociedade.

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 PICT0007 Vocacionados subindo a ladeira

Mas a preparação começou bem antes….

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No dIa, iniciamos às 8 horas da manhã e encerramos às 16 horas. Foi um dia especial que começou com a recepção dos internos e um momento de consagração.

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A cozinha começou logo a se organizar enquanto Joelma ministrava um estudo sobre a trajetória de Abraão (confira o texto PARTE 3).

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SAM_0683 É claro que não podíamos deixar de ouvi-los contar suas experiências…

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E presenteá-los…vivenciarmos reflexões…cantarmos juntos…

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e aí… pausa para o almoço… de tarde tem mais né?

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Leilão de uma alma

O grande leilão das almas, quem da mais? Quem vai ficar com atua alma?

Personagens: Leiloeiro, Bebida,Religião, Dinheiro,Fama, Droga, Sexo,Cristão

Leiloeiro – Senhoras e senhores, vamos dar início a mais um leilão de almas.No primeiro lote, nós temos uma peça rara e de grande valor, essa alma pertence a uma pessoa comum, como eu e você, mas não se engane, por traz de uma pessoa comum, independente de ela ser um grande empresário ou um mísero mendingo, existe uma alma de valor inestimável, como essa!Sem dúvida é uma peça de colecionador, para as pessoas de fino trato e muitíssimo bom gosto. Aquele que arrematá-la não irá se arrepender, pois essa alma, além de não se desvalorizar, é eterna!Muito bem, alguém gostaria de se arriscar a dar o primeiro lance? alguém se habilita?

Bebida – Eu!

Leiloeiro – E quem é você, e qual é o seu lance?

Bebida – eu sou a Bebida, e tenho a oferecer a essa alma a alegria de um copo.

Leiloeiro – mais isso é muito pouco, por uma peça tão valiosa... você não tem mais nada a oferecer?

Bebida – mais é claro que tenho! o álcool é um dos maiores prazeres, que o ser humano pode desejar nesses dias de miséria. eu faço o homem esquecer as tristezas, as desilusões, as insatisfações e tudo que o preocupa. quando ele está aflito, eu sou a fuga. quando há dor, eu sou o alívio. quando há angustia, eu sou a alegria!

Religião – é mentira! você tem destruído famílias! esposas e maridos têm brigado por sua causa. as crianças estão infelizes sem seus pais nos finais de semana, embriagados por você. homens estão matando por nada! enquanto outros perderam tudo que tinham, graças a você!

Bebida – hei, peraí! eu não ando de porta em porta oferecendo meus serviços! as pessoas é que me procuram. aliás, só se lembram de mim quando precisam, quando querem se alegrar, quando querem um alívio ou quando os seus organismos imploram a minha presença. vocês deveriam me dar um prêmio pelo bem que eu faço à humanidade! tá pensando que é fácil fazer alguém esquecer seus problemas? não é fácil não! mas eu consigo! bem, pelo menos por algum tempo...

Dinheiro - é? mas e depois? e quando o efeito passa? os problemas continuam lá para serem resolvidos! na desesperada busca de alívio, as pessoas se entregam a você de corpo e alma, e se esquecem de viver!

Bebida – o que eu posso fazer se elas não se contentam com o primeiro gole? qualquer coisa em demasia faz mal. e eu não fujo à regra!
Leiloeiro – é, dona Bebida, o seu lance não foi suficiente. alguém dá mais?
Fama – eu dou o lance maior!

Leiloeiro - e o que você tem a oferecer?

Fama – eu sou a Fama, e dou “status” às pessoas que me têm. muitos me querem por perto, e através de mim são conhecidas no mundo inteiro. eu ofereço a essa alma uma passagem ao topo da Fama. você terá muitos amigos e publicidade. seu rosto aparecerá em outdoors, em capa de revistas... não é qualquer um que pode ter o seu nome escrito no “hall” da Fama. alguns chegam a se vender ao diabo para isso! mas eu estou aqui lhe oferecendo tudo isso, de mão beijada!

Droga – ah é? e o que você me diz de marilyn monroe, que no auge da Fama se suicidou? os falsos amigos, as capas de revistas, a publicidade, nada disso foi suficiente para aliviar a dor que ela sentia. o que ela precisava você não conseguiu, nem tem pra dar!

Fama - ora, tudo tem seu preço! ela queria Fama e eu dei. se ela não foi capaz de pagar o preço, a culpa não é minha.

Leiloeiro – sinto muito, mas você está oferecendo muito pouco para o que ela realmente vale. algum outro lance?

Sexo - eu!

Leiloeiro – e você, quem é?

Sexo – e você ainda pergunta? não esta vendo que eu sou o Sexo? eu tenho a oferecer a esta alma muito mais do que uma aventura. posso lhe oferecer os prazeres carnais como luxúria, orgias e muito mais! eu darei a ela uma passagem para um paraíso de delícias intermináveis, eu a transformarei num “sex simbol”! ela será cobiçada por muitos homens! com seu corpo e a minha ajuda, poderá ficar rica num piscar de olhos, unindo o útil ao agradável.

Bebida – espere aí! a quem você está querendo enganar? todos nós sabemos que os seus adeptos são rejeitados pela sociedade!

Sexo – criança, a sociedade que nos rejeita, com seu discurso moralista, é a mesma sociedade que nos usa em larga escala, às escondidas, tolinho...

Bebida – e o que você me diz das doenças transmitidas por você? muitas das pessoas que se entregam a você, acreditando nesse seu conto de fadas, estão à beira da morte, sendo consumidas pela aids, pedindo a deus que algum cientista descubra a cura para esse terrível mal.

Sexo – eu uno o útil ao agradável, mas tem que saber me usar. as pessoas querem prazer, e o Sexo é o melhor que existe!
Leiloeiro – é, o seu lance também não foi suficiente. esta alma precisa de algo mais real e menos perigoso. mais alguém quer se arriscar?

Dinheiro – eu sou o Dinheiro. eu posso comprar qualque coisa, como Bebida, Fama, Sexo, e tudo mais que essa alma desejar. quem tem Dinheiro tem poder, e não há nada mais prazeroso do que ter o poder nas mãos e ser o senhor. não há nada comparável a ver as pessoas aos seus pés como míseros mortais enquanto você, soberano, venerado como um deus!

Droga – que história é essa? todo mundo sabe que o Dinheiro não pode comprar felicidade! quantas pessoas se jogam do alto de suas luxuosas coberturas para a morte? o que as levou a fazer isso? o que lhes faltava? garanto que não era Dinheiro! e quanto ao poder? o poder corrompe, enlouquece, e as pessoas se transformam em monstros.

Leiloeiro - por favor, mantenham a calma! o senhor me desculpe, mas o seu lance não foi satisfatório. algum lance maior?

Droga – o meu lance é maior! essa alma precisa de liberdade, conhecer outros mundos... ela está precisando respirar outros ares! e nada melhor do que eu para ser o passaporte para essa viagem.

Leiloeiro – e quem é você? algum agente de viagem?

Droga – de certa forma! meu nome é Droga, mas muitos me conhecem como cocaína, cola, crack, êxtase, maconha e por aí afora. mas isto não importa! o importante é que eu tenho a oferecer a essa alma uma viagem do desconhecido. ela vai se sentir capaz de qualquer coisa, vai ter coragem para tudo! e para essa viagem, nada melhor que um “picozinho” na veia, ou um pozinho para abrir seus horizontes.

Sexo – deixa de mentiras! você só produz fracassados! depois que o seu efeito passa, as pessoas caem num vazio tão grande que a única coisa que elas querem ver pela frente é mais uma dose. e elas não se dão conta de que esse vazio, ao invés de diminuir, só aumenta. você aprisiona as pessoas de uma tal forma, que elas são capazes de fazer qualquer loucura por mais uma dose.

Droga – mas o que é isso? a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão se unindo em favor da legalização do meu uso. e não são só os jovens. muita gente de nome e da sociedade me usa com a maior naturalidade. e você ainda que fazer parte do time do contra? se as pessoas me procuram tanto é porque alguma coisa de bom eu devo ter!

Sexo – você só proporciona viagens sem volta! o que você me diz do elvis presley? ele tinha tudo o que queria. por ter ido ele um pouquinho além da conta foi fatal! você acabou com a vida dele. todas as pessoas que se prendem a você tem o mesmo destino.

Leiloeiro - é verdade! seu lance ficou muito além do necessário. será que ninguém vai conseguir dar um lance capaz de arrematar essa alma?

Religião – eu dou o lance maior!

Leiloeiro – e o que você tem a oferecer a esta alma?

Religião – bom, para início de conversa, eu sou a Religião, e a minha oferta é dar a essa alma tão preciosa um espírito mais elevado, transformá-la em um espírito de luz, para que ela possa guiar outras almas menos iluminadas para o caminho. sabe, toda Religião é boa, alguma mais liberal, outra mais fechada, mas todas são boas. não importa a que Religião você pertence. o importante é que você esteja ligada a alguma, porque só a Religião pode salvar o homem e elevar o seu espírito até deus. não importa qual. afinal, todos os caminho levam a venda! não é verdade?

Dinheiro – mas se toda Religião é boa, e se todos os caminhos levam a deus, o brasil, por ter muitas religiões, deveria ser o país mais abençoado do mundo. no entanto, o que se vê é dor, sofrimento, violência, morte... como você explica isso?

Religião – ora, cada um tem a sua missão ou o seu destino. um nasce para sofrer, enquanto o outro ri. se você faz coisas boas, você recebe coisas boas, mas se você cultiva pensamentos negativos e atitudes negativas, você vai receber coisas más! é a lei da ação e reação! a Religião tem o poder de estimular o indivíduo à prática de boas ações e de caridade para que o seu espírito possa chegar ao grau máximo de evolução! e o que é melhor: em algumas religões, você vai poder elevar o seu espírito até o supremo arquiteto, e ainda, vai aprender a usufruir, com moderação, é claro, dos prazeres da vida – Bebida, Dinheiro, Sexo, Fama... e por que não o vício? só a Religião pode libertar o homem!

Fama – mas o que é isso? você caiu em contradição! como pode a Religião libertar o homem, ser a única maneira de salvar a sua alma, se a Religião o aprisiona? como alguém pode ser livre se estiver preso ao Dinheiro, ao Sexo, às Drogas e a todas essas coisas que só servem para destruir sua vida? não estou dizendo que todas essas religiões sejam assim, mas uma Religião como a que você apresentou não pode ser boa para ninguém! e muito menos poderá aproximar alguém de deus!

Leiloeiro – ela tem razão! seu lance foi muito abaixo do verdadeiro valor dessa alma! aliás, nem se juntássemos os lances da Bebida, da Fama, do Sexo, do Dinheiro, das Drogas e da Religião, ainda assim não seria suficiente para pagar por ela! essa alma está muito além de suas posses. para arrematar essa alma, é necessário pagar um altíssimo preço, e realmente, não acredito que tenha alguém aqui que possa pagá-lo! fica no ar a pergunta: quem poderá pagar o preço justo por essa alma? quem poderá pagar o preço?

Cristão - o preço já está pago! jesus morreu na cruz por esta alma! e hoje ele quer te libertar! você quer ser livre?
(o cristão continua com uma pregação...).

segunda-feira, 22 de março de 2010

Palavra da Coordenação (Jan-Mar)

O Segredo para o Êxito Missionário

 maossEntre vários motivos a dedicação constante é uma das firmes qualidades que levam o cristão a se esforçar no serviço do Messias. Temos como exemplo maior, ninguém mais que o nosso Senhor Jesus, que veio a Terra renunciando sua glória (Fl 2:6,7) temporariamente em busca de reconciliar o homem com Deus, isto é, proporcionar ao homem a paz e a vida eterna. Sua passagem pelo mundo deixou-nos grandes exemplos de uma dedicação perene na oração, é tanto que se separava nos lugares desertos a fim de se comunicar o com O Pai (Mc 1:35) mostrando-nos o quanto é importante mantermos comunhão com Deus através da oração. Além de orar fazia sempre o bem para o homem no tocante a vida espiritual e material. Quantos homens Ele curou? Quantos Ele perdoou? Quantos Ele ajudou? O que dizer da atitude de Cristo quando saciou a fome de muitíssimas pessoas? Ele desprendeu-se de si próprio para ajudar e proporcionar salvação ao próximo, fantástico! Se quisermos agradar a Deus fazendo Missões devemos tomar esses exemplos que o Mestre nos ensina, pode-se afirmar que sem dedicação constante é impossível fazer praticar o Ide do Senhor com perfeição porque o que agrada a Deus não é iniciar uma obra, mas permanecer fazendo.

Vinicius, Antonio e Luciane.

A visão missionária da igreja para este novo milênio

Pr. Marcos Dornell

CEG 

Duas igrejas da mesma denominação estão em crise.

Muitos membros saindo e ficando bem poucos deles.


A mocidade se afasta em busca de soluções mais pertinentes às suas profundas inquietações. A influência destas igrejas sobre suas respectivas comunidades é mínima. Uma sucessão de pastores (missionários) não pôde mudar esta lamentável situação. Por isso, os líderes estão dominados por uma profunda desilusão. Percebem que a situação é verdadeiramente angustiante. Um ano depois em uma das igrejas opera-se uma espantosa transformação. Ainda que a comunidade continue sendo pequena, a quantidade de membros dobrou. Surgiu uma dezena de grupos de estudo bíblico nos lares e pontos de pregação em toda a cidade e a igreja se encarregou de um campo missionário a muitos quilômetros de distância. Porém, na outra igreja, prevalecem a apatia e a desilusão. Apesar de muito esforço e muito ativismo de seus líderes e de uma mudança contínua de pastores (missionário) cada um com um método diferente, a igreja se converte com o passar de tempo em um lugar de crentes fiéis - e velhos. Qual o segredo do crescimento da primeira destas duas igrejas? Qual estratégia ela utilizou? VISÃO MISSIONÁRIA !!!
Se procurarmos descobrir a causa da explosão evangelística de uma das igrejas, não acharemos em uma estratégia pré-fabricada nem em um método qualquer. A arma mais poderosa desta igreja foi o seu dinâmico estilo de vida, missionário, evangelístico, e comprometido com a aflitiva situação dos marginalizados de sua comunidade. Os cultos são festas de amor, com uma mistura de formalidade e informalidade. Com certa freqüência a igreja local fecha seu templo e vai as ruas, onde sua evangelização se expressa em falar a comunidade sobre a Palavra de Deus. Durante a semana os membros dessa igreja mesmo com poucos recursos, trabalham em programas de desenvolvimento que beneficiam anciãos, mulheres e crianças da comunidade. Outros se dedicam voluntariamente a programas de saúde, moradia e alfabetização para benefício dos moradores das periferias da cidade. O testemunho missionário e evangelístico, pessoal e público da igreja consiste no convite, baseado na Palavra de Deus, para conhecer a pessoa que os motivou a servir ao seu próximo. Estes dois exemplos ressaltam o urgente problema de muitas igrejas em nossos dias. Colocam em destaque o dilema da Igreja que Cristo há quase 20 séculos comissionou (Mateus 28:19-20).Em obediência ao comissionamento do Senhor Jesus, um pequeno número de pessoas quase sem estudo, desprovidas de meios e métodos sofisticados levaria o Evangelho a todo o mundo conhecido em pouco mais de uma geração. (Igreja Primitiva).

Vinte séculos depois, a igreja, com os métodos mais modernos, as maiores técnicas e com os meios de comunicação mais velozes, apenas conseguiu repetir esta façanha. A igreja de hoje se parece muito com um doente espasmódico, cujos órgãos e membros recebem desordenadamente as ordens que vem da cabeça. Cada membro, cada órgão, atua segundo seus próprios critérios, sem relação com o resto do corpo. A igreja tem se comportado timidamente frente aos urgentes problemas do mundo. A comunidade que Jesus Cristo estabeleceu para continuar sua missão na Terra tem procurado várias soluções. Muitas vezes desorientada e sem visão missionária, a igreja recorre a muitos novos métodos e acaba se seduzindo por "evangelhos" estranhos que não levam a lugar algum. Muitas vezes a igreja vive fechada em si mesma, ignorando as angustias do mundo e não percebe que a falta de clareza na sua mensagem tem fechado os corações de muitos à verdade do Evangelho verdadeiro. Atualmente gasta-se muito dinheiro em esforços evangelísticos, inclusive usando poderosos satélites. Quase sempre os resultados são escassos, não em quantidade de pessoas que são atraídas, mas em qualidade de vida das mesmas.
As igrejas crescem em números, mas não crescem em conhecimento da Palavra de Deus. O que é que falta? Falta alguém! Falta a presença da Igreja no mundo. Uma igreja com uma visão missionária bíblica, voltada para os problemas do ser humano. Falta o reconhecimento da vocação (real, profética, missionária) de todos os crentes, sem distinção! Falta submissão ao Senhor Jesus! Falta o Espírito Santo se manifestando na multiplicidade dos seus dons e na plenitude do seu poder! Falta a Palavra de Deus escrita e aplicada na vida e na ação da igreja!
Concluo dizendo que hoje em dia não faltam métodos, não falta dinheiro, nem meios de comunicação. Faltam homens e mulheres, jovens e adultos e crianças de todas as culturas e classes sociais, comprometidas. Falta o envolvimento total da igreja, de seus líderes e de seus membros com a obra missionária, ou seja com o comissionamento que Cristo nos deixou de fazermos discípulos por todo o mundo.

QUE DEUS CONTINUE NOS ABENÇOANDO, NOS CAPACITANDO E NOS DANDO UMA GRANDE VISÃO MISSIONÁRIA NESTE NOVO MILÊNIO!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Leigos e Missionários

bparaibaMas recebereis poder, ao descer sobre vós

o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas

tanto em JERUSALÉM como em toda a Judéia

e Samaria e até aos confins da terra. — ATOS 1.8

É curioso notar que a palavra missão aparece apenas duas vezes no Novo Testamento. A primeira em Atos 12.25, referindo-se ao retorno de Paulo e Barnabé a Jerusalém após uma viagem missionária para a qual eles haviam sido enviados. A segunda aparece em 1 Timóteo 2.25, referindo-se à maternidade, à missão que Deus confiou às mães de participarem da criação, dando à luz filhos. Estas duas ocasiões distintas em que a palavra “missão” aparece no Novo Testamento nos ajudam a reconhecer que missão não é apenas o que Paulo e Barnabé fizeram em sua viagem, mas também o que as mães fazem quando geram e educam seus filhos.O apóstolo Paulo em suas viagens não foi mais missionário do que uma mãe ao dar à luz filhos e se dedicar (junto com o pai, é claro) a educá-los. Isto nos ajuda a entender que o chamado de Cristo para segui-lo é um chamado para a missão e envolve todos os cristãos, em tudo aquilo que fazem, independentemente se são chamados para irem a uma região distante plantar uma igreja, para exercerem uma função numa repartição pública ou para realizarem a importante tarefa de serem pais.

Se fôssemos tão consagrados e responsáveis em nossas atividades locais, comunitárias, profissionais ou familiares como os missionários que vão para outros países ou etnias, teríamos uma “Jerusalém” forte e comprbafricaometida. Nossas igrejas locais e famílias se transformariam numa “fábrica de missionários”. Os missionários que vão para outros países têm uma forte convicção de chamado; os que ficam não têm convicção alguma de chamado. Aqueles se preparam para isso e consagram suas vidas a essa missão; estes tocam a vida sem nenhuma preocupação com o preparo e a consagração. Enquanto os que vão se ocupam o tempo todo com sua missão, prestam relatórios e envolvem suas igrejas, os quec ficam só se ocupam com alguma “missão” nos finais de semana, são “leigos”, não reconhecem seu ambiente profissional ou familiar como lugar de missão.

É por isto que o diabo gosta das palavras leigo e missionário; elas excluem grande parte dos cristãos da missão. Mães e pais não reconhecem que a maternidade e a paternidade são uma missão. Aliás, muitos hoje olham para os filhos como um transtorno. Alguns optam por não tê-los, e os que os têm delegam a missão de educá-los à escola ou até mesmo a um terapeuta (quando nem a escola consegue mais orientá-los), porque para muitos pais a “missão” de ganhar dinheiro ou de lutar pelo sucesso é mais importante. Profissionais não reconhecem que o exercício de suas profissões e o ambiente em que atuam são meios de Deus realizar sua missão no mundo. Estudantes passam grande parte de suas vidas em escolas e universidades sem reconhecer a necessidade de se prepararem bahiapara um rico e vasto campo missionário. Pensamos assim porque, afinal, somos leigos, e não missionários; estamos em “Jerusalém”, e não em Myanmar. A missão sempre começa em “Jerusalém”, em casa, na comunidade local. Não se trata apenas de projetos missionários em que alguns poucos se envolvem, mas de uma consciência missionária para a qual todos são chamados.

Abraham Kuyper, cristão holandês que viveu na virada do século 19 para o século 20, foi pastor, jornalista, político e professor. Como jornalista, fundou um jornal e escreveu inúmeros artigos. Como primeiro ministro, criou a Universidade Livre de Amsterdã e revolucionou o sistema educacional da Holanda. Em todas as áreas em que atuou, fosse como político ou como pastor de uma igreja local, mantinha a mesma consciência de vocação. Ele dizia que todos os dias acordava, olhava para uma cruz que tinha na cabeceira de sua cama, e era como se Deus dissesse a ele que tudo em sua vida pertencia a ele. Ele consagrou sua vida e a dedicou a fazer de “Jerusalém” seu campo missionário. Assim temos um novo desafio missionário, em que missionário não são apenas os outros que enviamos para um país distante, é você; e o campo são todos os lugares e oportunidades de realizar alguma coisa para o reino de Deus.

bolivia

(Fábrica de missionários : nem leigos, nem santos /Rubem Amorese. – Viçosa, MG : Ultimato, 2008.p.9-11)